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Placas de Vídeo

O que significa RTX na placa de vídeo e a diferença para GTX

RTX é a linha de placas GeForce da NVIDIA com núcleos dedicados a ray tracing (RT Cores) e a inteligência artificial (Tensor Cores), que habilitam o DLSS. Veja a diferença para GTX e quais placas têm ray tracing.

Tiago da Silva CândidoPorTiago da Silva Cândido 10 min de leitura
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RTX é o nome da linha de placas de vídeo GeForce RTX da NVIDIA, e as letras “RT” vêm de ray tracing (traçado de raios em tempo real). Na prática, uma placa RTX tem dois tipos de núcleo que as antigas GTX não têm: os RT Cores, que calculam luz, sombras e reflexos realistas, e os Tensor Cores, que rodam inteligência artificial e habilitam o DLSS.

A linha estreou com a série RTX 20 (arquitetura Turing) e continuou nas séries RTX 30, RTX 40 e RTX 50. A NVIDIA nunca divulgou oficialmente o que cada letra significa por extenso; o “X” segue a tradição de nomes como GTX. A tabela abaixo resume como as principais famílias de placas se comparam.

LinhaRay tracing por hardwareUpscalingFabricante
GeForce GTX (10 e 16)Não (sem RT Cores)Sem DLSSNVIDIA GeForce
GeForce RTX (20, 30, 40, 50)Sim, com RT CoresDLSS (Tensor Cores)NVIDIA
Radeon RX 6000 em dianteSim, com Ray AcceleratorsFSRAMD Radeon
Radeon RX 5000 e anterioresNãoFSR (via software)AMD
Intel Arc (séries A e B)Sim, com unidades RTXeSSIntel Arc

RTX significado: o que tem dentro de uma placa GeForce RTX

Uma placa GeForce RTX combina três tipos de núcleo em um mesmo chip: CUDA Cores, RT Cores e Tensor Cores. Os CUDA Cores fazem o trabalho tradicional de renderização, presente também nas GTX. Os outros dois são a novidade que justifica o nome e mudam o que a placa consegue fazer em jogos e aplicações profissionais.

RT Cores: o “RT” de ray tracing

Os RT Cores são unidades dedicadas a calcular a trajetória de raios de luz dentro da cena. Eles aceleram uma etapa pesada do ray tracing, que é descobrir em qual objeto cada raio bate. Sem esse hardware, o mesmo cálculo cai sobre os núcleos comuns e a taxa de quadros despenca, o que torna o efeito impraticável em jogos.

Tensor Cores: a base do DLSS

Os Tensor Cores são especializados em cálculos de matrizes, o tipo de conta usado por redes neurais. Nos jogos, eles rodam o DLSS (Deep Learning Super Sampling), que renderiza a imagem em resolução menor e a reconstrói em resolução maior com ajuda de IA. Fora dos jogos, aceleram tarefas como remoção de ruído em renderização 3D, edição de vídeo e execução de modelos de IA localmente.

O que forma uma placa RTX

CUDA Cores

Renderização tradicional (rasterização). Existem também nas GTX.

RT Cores

Ray tracing em tempo real: reflexos, sombras e iluminação realistas.

Tensor Cores

IA: DLSS, geração de quadros, denoising e aplicações de IA.

Resultado: gráficos mais realistas com desempenho recuperado pelo DLSS.

Qual a diferença entre GTX e RTX?

A diferença entre GTX e RTX está no hardware: placas RTX têm RT Cores e Tensor Cores, enquanto as GTX têm apenas os núcleos de renderização tradicional. Por isso, só as RTX rodam ray tracing com desempenho jogável e só elas suportam DLSS. Em jogos sem esses recursos ligados, a comparação passa a depender da potência bruta de cada modelo.

CaracterísticaGTXRTX
RT CoresNãoSim
Tensor CoresNãoSim
DLSSNão suportaSuporta (versão varia por série)
Ray tracingSó via driver, com desempenho baixoAcelerado por hardware
Séries mais conhecidasGTX 1050, 1060, 1650, 1660RTX 2060, 3060, 4060, 5060
SituaçãoLinha descontinuadaLinha atual da NVIDIA

Um detalhe confunde muita gente: a série GTX 16 (GTX 1650 e GTX 1660, por exemplo) usa a mesma arquitetura Turing da RTX 20, mas sem RT Cores e sem Tensor Cores. A NVIDIA chegou a liberar ray tracing por driver em algumas GTX, como a GTX 1060 de 6 GB e a linha 16, mas o resultado é tão lento que serve mais como demonstração.

Também vale lembrar que uma RTX de entrada não é automaticamente mais rápida que qualquer GTX. Uma GTX topo de linha antiga pode ter desempenho bruto próximo ao de uma RTX de entrada em jogos sem ray tracing. A vantagem da RTX aparece quando o jogo usa DLSS, ray tracing ou quando se trata de suporte a drivers e recursos novos.

Duas placas de vídeo lado a lado, uma antiga e compacta e outra moderna e maior
Placas GTX e RTX podem ter tamanho parecido, mas só as RTX trazem RT Cores e Tensor Cores no chip.

Como entender o número das placas RTX

O nome de uma placa RTX segue um padrão: os primeiros dígitos indicam a geração e os dois últimos indicam a faixa de desempenho dentro dela. Na RTX 4060, por exemplo, o “40” é a geração e o “60” é a faixa intermediária. Quanto maior o segundo número, mais potente a placa dentro da mesma série.

  • Final 50 (ex.: RTX 3050): entrada da linha, voltada a jogos em 1080p com ajustes moderados e ao uso de DLSS para ganhar quadros.
  • Final 60 (ex.: RTX 3060, 4060): faixa intermediária mais vendida, pensada para 1080p com boa folga e 1440p em vários jogos.
  • Final 70 (ex.: RTX 4070): intermediária avançada, mira 1440p com qualidade alta e ray tracing ligado em muitos títulos.
  • Final 80 (ex.: RTX 4080): alto desempenho para 1440p em taxas altas e 4K, inclusive com ray tracing pesado.
  • Final 90 (ex.: RTX 4090, 5090): topo absoluto, usado em 4K extremo, renderização 3D e trabalho com IA que exige muita memória de vídeo.
  • Sufixos Ti e Super: versões revisadas ou reforçadas do mesmo modelo, normalmente um degrau acima da versão comum.

Gerações da GeForce RTX

SérieArquiteturaDestaque
RTX 20TuringPrimeira com RT Cores e DLSS
RTX 30AmpereRT e Tensor Cores de 2ª e 3ª geração
RTX 40Ada LovelaceDLSS 3 com geração de quadros
RTX 50BlackwellDLSS 4 com geração de múltiplos quadros

Os recursos do DLSS não são iguais em todas as gerações. A reconstrução de imagem (Super Resolution) funciona em qualquer RTX, mas a geração de quadros exige RTX 40 ou superior, e a geração de múltiplos quadros é exclusiva da RTX 50. A lista exata de recursos por modelo fica na página oficial da tecnologia DLSS da NVIDIA.

Qual placa de vídeo tem ray tracing?

Tem ray tracing por hardware toda placa GeForce RTX, as AMD Radeon RX a partir da série 6000 e as Intel Arc das séries A e B. Ou seja, o recurso não é exclusivo da NVIDIA, embora o nome “RTX” seja. Cada fabricante usa um nome diferente para as unidades que fazem o cálculo.

  • NVIDIA GeForce RTX: todas as séries, da RTX 20 em diante, têm RT Cores e costumam ter o desempenho em ray tracing mais consolidado do mercado.
  • AMD Radeon RX 6000, 7000 e 9000: usam os chamados Ray Accelerators; a série RX 9000 trouxe avanço importante nesse quesito em relação às anteriores.
  • Intel Arc: as linhas Alchemist (série A) e Battlemage (série B) incluem unidades de ray tracing e o upscaling XeSS.
  • Consoles atuais: PlayStation 5 e Xbox Series X|S usam GPU da AMD com ray tracing por hardware, o que ajudou a popularizar o recurso nos jogos.

Ao comparar RX, RTX e GTX, a regra prática é esta: GTX não tem ray tracing por hardware, RTX tem e ainda conta com DLSS, e Radeon RX 6000 ou mais nova tem ray tracing com upscaling FSR, que também roda em placas de outras marcas. O desempenho real de cada modelo varia por jogo, então vale conferir testes independentes do título que você pretende jogar.

Monitor exibindo cena de rua noturna com reflexos realistas em poças d'água
Reflexos em poças e vidros estão entre os efeitos em que o ray tracing mais se destaca nos jogos.

Para que serve o ray tracing na prática

O ray tracing simula o caminho da luz para gerar reflexos em superfícies, sombras suaves e iluminação indireta parecidos com o mundo real. Em jogos, a diferença aparece em poças d’água refletindo o cenário, vidros, metais e ambientes iluminados por luz que rebate nas paredes. Em softwares de renderização 3D, a técnica é usada há décadas para imagens fotorrealistas.

O custo é alto: ligar ray tracing pode reduzir bastante a taxa de quadros, mesmo em placas RTX. É aí que entra o DLSS, que recupera desempenho ao renderizar em resolução menor e reconstruir a imagem. Por isso, na prática, quem usa ray tracing em placas intermediárias quase sempre o combina com DLSS, FSR ou XeSS.

RTX também serve para trabalho e IA

Para renderização 3D, as placas RTX são populares porque motores como Blender Cycles (via OptiX), V-Ray e Unreal Engine usam os RT Cores para acelerar a renderização. Os Tensor Cores ajudam em denoising, edição de vídeo e execução de modelos de IA locais. Nessas tarefas, a quantidade de memória de vídeo (VRAM) pesa tanto quanto a potência do chip.

Como escolher uma placa RTX boa e barata

A melhor placa RTX custo-benefício depende da resolução do seu monitor, dos jogos e do preço do momento, que muda bastante. Em vez de buscar um modelo “campeão”, vale seguir alguns critérios objetivos antes de comprar.

  1. Resolução do monitor: para 1080p, modelos de final 50 e 60 costumam bastar; para 1440p, mire em final 60 Ti ou 70; para 4K, final 80 ou 90.
  2. Memória de vídeo: prefira 8 GB como mínimo para jogos atuais em 1080p e mais que isso se for usar texturas altas, 1440p ou IA local.
  3. Geração: uma placa de geração mais nova traz versões melhores de DLSS e menor consumo, o que pode compensar sobre um modelo antigo de faixa maior.
  4. Fonte e gabinete: confira a potência recomendada pelo fabricante, os conectores de energia exigidos e o comprimento da placa antes de comprar.
  5. Processador: uma GPU forte com CPU muito antiga gera gargalo; equilibre os dois componentes para não desperdiçar desempenho.
  6. Preço por desempenho: compare testes de desempenho independentes com o preço praticado nas lojas no dia da compra, já que os valores oscilam muito.

Erros comuns ao comprar uma placa RTX

  • Achar que toda RTX roda ray tracing pesado: modelos de entrada suportam o recurso, mas muitas vezes só com DLSS e configurações reduzidas.
  • Confundir GTX 16 com RTX: a GTX 1660, por exemplo, é da mesma arquitetura da RTX 20, mas não tem RT Cores nem DLSS.
  • Ignorar versões com menos memória: alguns modelos têm variantes com VRAM ou barramento diferentes, como a RTX 3050 de 6 GB e a RTX 3060 de 8 GB.
  • Comparar só pelo número: uma RTX de final 70 antiga pode superar uma de final 60 nova, e vice-versa; olhe testes reais.
  • Esquecer a placa de vídeo para notebook: versões “Laptop GPU” têm o mesmo nome, mas desempenho que varia conforme o limite de energia definido pelo fabricante do notebook.

Perguntas frequentes sobre RTX

Para que serve o GeForce?

GeForce é a marca de placas de vídeo da NVIDIA voltadas a jogos e uso doméstico, que processam os gráficos do computador. Dentro dela existem as linhas GTX, mais antigas, e RTX, atuais. A NVIDIA também mantém linhas profissionais separadas, voltadas a estações de trabalho.

RTX ou GTX: qual a melhor?

Para uma compra nova, RTX é a melhor escolha, porque oferece ray tracing por hardware, DLSS e suporte contínuo a recursos novos. A linha GTX foi descontinuada. Uma GTX usada só faz sentido em orçamentos muito apertados e para jogos mais leves.

A placa de vídeo RTX 3060 é fraca?

Não, a RTX 3060 é uma placa intermediária que roda bem a maioria dos jogos em 1080p e muitos em 1440p com ajustes. A versão de 12 GB tem bastante memória para sua faixa. Em títulos muito pesados com ray tracing, o DLSS costuma ser necessário.

A RTX 3050 é boa e ainda vale a pena?

A RTX 3050 é uma placa de entrada que atende jogos em 1080p com qualidade média, especialmente com DLSS ligado. Vale a pena quando o preço está claramente abaixo de modelos de final 60; se a diferença for pequena, a placa superior entrega bem mais. Confira se é a versão de 8 GB ou a de 6 GB, que é mais fraca.

O que é RTX 4090 e RTX 5090?

São as placas topo de linha das séries RTX 40 e RTX 50, as mais potentes de cada geração para consumidores. Elas miram jogos em 4K com ray tracing, renderização 3D e trabalho com IA. Exigem fonte robusta, gabinete espaçoso e têm preço muito acima das demais.

Placa AMD Radeon tem RTX?

Não, RTX é um nome exclusivo da NVIDIA, mas as Radeon RX 6000 e mais novas têm ray tracing por hardware. No lugar do DLSS, a AMD oferece o FSR. A comparação de desempenho entre as marcas deve ser feita por testes no jogo ou programa que você vai usar.

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