Escolher uma plataforma de e-commerce é uma das decisões mais importantes para quem pretende vender pela internet. Afinal, ela será praticamente a estrutura da loja: é onde os produtos serão cadastrados, os pedidos chegarão, os pagamentos serão processados e boa parte da operação será administrada.
O problema é que existem tantas opções disponíveis que a escolha pode rapidamente virar uma coleção de abas abertas no navegador.
Uma plataforma promete facilidade. Outra destaca centenas de integrações. Uma terceira oferece recursos avançados de personalização. No meio de tantas funcionalidades, preços e planos diferentes, como descobrir qual realmente faz sentido para o negócio?
A resposta começa por entender que não existe necessariamente uma única plataforma perfeita para todas as empresas. Existe aquela que atende melhor às necessidades atuais do seu e-commerce e, principalmente, consegue acompanhar seu crescimento.
Por isso, antes de contratar, vale observar alguns critérios importantes.
Comece analisando as necessidades do seu e-commerce
Antes de comparar preços ou recursos, faça uma pergunta simples: o que minha operação realmente precisa?
Uma empresa começando com 20 produtos possui necessidades muito diferentes de um e-commerce com milhares de itens, alto volume de pedidos e presença em vários marketplaces.
Considere questões como quantidade de produtos, previsão de pedidos, canais de venda, formas de pagamento, logística e sistemas que precisarão ser integrados.
Também pense no futuro.
Escolher uma solução considerando apenas a situação atual pode fazer com que seja necessário realizar uma migração justamente quando as vendas começarem a crescer.
O ideal é encontrar equilíbrio. Você não precisa contratar uma nave espacial para ir até a padaria, mas também não quer comprar uma bicicleta se pretende atravessar o país.
Avalie a facilidade de criação e gerenciamento da loja
Uma boa plataforma de e-commerce precisa facilitar o trabalho diário.
Observe como funciona o cadastro de produtos, alteração de preços, acompanhamento dos pedidos, controle de estoque e gestão dos clientes.
Quanto mais intuitivo for o painel, menor tende a ser a curva de aprendizado da equipe.
Esse aspecto é especialmente importante para pequenos e médios negócios que não possuem uma grande equipe de tecnologia disponível para realizar alterações constantemente.
Também vale observar os recursos oferecidos para personalização da loja. Poder trabalhar elementos como banners, menus, páginas, vitrines e identidade visual ajuda a criar uma experiência coerente com a marca.
Para operações mais avançadas, possibilidades de edição por HTML e CSS também podem ser importantes.
Confira as possibilidades de integração
Dificilmente uma loja virtual funciona completamente sozinha.
Com o crescimento da operação, começam a aparecer ERP, CRM, ferramentas de marketing, sistemas de atendimento, plataformas financeiras, transportadoras, gateways e diversas outras soluções.
Por isso, as integrações devem receber bastante atenção durante a escolha.
Uma plataforma com um ecossistema amplo permite conectar diferentes ferramentas e automatizar processos que, de outra maneira, precisariam ser realizados manualmente.
Imagine precisar copiar as informações de cada venda para outro sistema todos os dias.
Nos primeiros cinco pedidos, talvez seja tranquilo.
Quando forem 500, provavelmente alguém da equipe começará a questionar todas as escolhas profissionais que o levaram até aquele momento.
Quanto maior a operação, mais importante se torna a capacidade dos sistemas de trocar informações automaticamente.
Analise os meios de pagamento disponíveis
O consumidor chegou até a loja, encontrou o produto e decidiu comprar. Definitivamente não é nessa hora que você quer criar dificuldades.
Por isso, verifique quais formas de pagamento podem ser disponibilizadas pela plataforma.
Cartão de crédito, Pix, boleto e outras alternativas devem ser analisados conforme o perfil do público.
Também é importante verificar questões como parcelamento, gateways disponíveis, sistemas antifraude e condições relacionadas às transações.
Uma experiência complicada no checkout pode aumentar o abandono justamente na última etapa da compra.
Observe as soluções de logística e frete
Frete é outro ponto fundamental no comércio eletrônico brasileiro.
A plataforma escolhida precisa facilitar a configuração das entregas e oferecer possibilidades compatíveis com a operação.
Vale analisar integrações com transportadoras, Correios, intermediadores logísticos, cálculo automático de frete e possibilidade de trabalhar diferentes regras de entrega.
Empresas maiores também podem precisar administrar múltiplos centros de distribuição.
Não adianta construir uma loja maravilhosa se descobrir, depois da primeira venda, que ninguém pensou direito em como o produto chegará até o cliente.
Pense na venda por marketplaces
Outro aspecto importante é decidir se o negócio pretende trabalhar apenas com a própria loja ou também vender por marketplaces.
Marketplaces podem ampliar significativamente o alcance dos produtos porque já possuem uma audiência consolidada.
Nesse cenário, procure plataformas capazes de integrar esses canais e centralizar informações importantes da operação.
Administrar manualmente produtos, preços, pedidos e estoques em diferentes lugares pode aumentar bastante a complexidade.
Uma estratégia multicanal bem estruturada permite aproveitar os marketplaces como canais adicionais sem abrir mão da construção da própria marca por meio da loja virtual.
Recursos de marketing também fazem diferença
Colocar um e-commerce no ar não significa automaticamente receber visitantes.
É necessário atrair consumidores e criar estratégias para aumentar as conversões.
Por isso, verifique se a plataforma oferece recursos como cupons de desconto, promoções, recuperação de carrinhos abandonados, desconto progressivo, kits de produtos, avaliações de clientes e outras ferramentas comerciais.
Recursos relacionados a SEO também merecem atenção.
Possibilidade de personalizar títulos, descrições, URLs e outras informações das páginas pode contribuir para a estratégia de posicionamento da loja nos mecanismos de busca.
Quanto menos o lojista depender de soluções externas para realizar ações básicas, mais simples tende a ser a administração.
Segurança, estabilidade e suporte não podem ficar de fora
Existem características de uma plataforma que quase ninguém lembra quando tudo está funcionando perfeitamente.
Estabilidade é uma delas.
Mas basta a loja ficar indisponível durante uma campanha importante para ela rapidamente virar prioridade absoluta.
Procure conhecer a infraestrutura oferecida, recursos de segurança, disponibilidade do sistema e capacidade da plataforma de lidar com aumentos no número de acessos.
O suporte também deve ser considerado.
Quando existe um problema impedindo vendas, descobrir que o único atendimento disponível é uma resposta automática dizendo “retornaremos em breve” não é exatamente reconfortante.
Analise os canais disponíveis e o nível de atendimento oferecido em cada plano.
Compare o custo total, e não apenas a mensalidade
Preço importa, obviamente, mas comparar apenas o valor mensal pode ser enganoso.
Uma plataforma aparentemente barata pode exigir diversas ferramentas adicionais para entregar recursos essenciais. Outra pode possuir mensalidade maior, mas já incluir funcionalidades que eliminam gastos extras.
Observe mensalidade, taxas sobre vendas, aplicativos pagos, integrações, temas, recursos adicionais e possíveis custos relacionados ao crescimento da operação.
O objetivo não deveria ser simplesmente encontrar a opção mais barata, mas aquela que apresenta uma relação adequada entre investimento e recursos.
Tray é uma das plataformas que podem ser consideradas
Depois de analisar todos esses critérios, vale colocar a Tray entre as plataformas de e-commerce consideradas durante a comparação.
A solução brasileira reúne recursos para criação e gerenciamento de lojas virtuais e trabalha com uma proposta de ecossistema, conectando diferentes etapas da operação.
Entre seus destaques estão recursos nativos para vendas e marketing, integrações com marketplaces e diferentes ferramentas utilizadas por negócios digitais. Isso permite que o lojista desenvolva sua loja própria e, ao mesmo tempo, trabalhe uma estratégia multicanal.
Outro ponto interessante é a possibilidade de integrar sistemas utilizados na operação, além de contar com soluções relacionadas a pagamentos, logística e gestão do comércio eletrônico.
A Tray também oferece diferentes planos, permitindo atender desde operações menores até negócios com demandas mais avançadas.
Na hora de decidir, entretanto, vale aplicar à Tray os mesmos critérios utilizados para qualquer concorrente: analisar funcionalidades, integrações necessárias, custos, limitações do plano escolhido e capacidade de acompanhar o crescimento da empresa.
A melhor plataforma é aquela que acompanha o crescimento da empresa
Escolher a melhor plataforma de e-commerce exige olhar além da aparência da loja ou do preço da mensalidade.
Facilidade de gerenciamento, integrações, pagamentos, logística, marketplaces, marketing, segurança, suporte e escalabilidade devem fazer parte da análise.
Também vale pensar alguns passos à frente.
A estrutura que atende perfeitamente uma empresa com dez pedidos por dia pode não funcionar da mesma maneira quando esse número chegar a centenas.
Nesse sentido, plataformas completas e com ecossistemas amplos, como a Tray, entram como alternativas interessantes para empresas que desejam centralizar diferentes aspectos da operação e construir uma estrutura preparada para crescer.
No fim, uma boa plataforma deve fazer exatamente aquilo que se espera da tecnologia: simplificar a operação para que a empresa possa gastar menos tempo resolvendo problemas técnicos e mais tempo fazendo aquilo que realmente interessa — vender.
* Conteúdo desenvolvido pela jornalista Daiane de Souza (0007147/SC).




